Rentabilidade da petroquímica começa a recuar

André Vieira, de São Paulo
19/08/2008
Fonte Emissora: Valor Econômico

A hora para a cadeia do plástico chegou. Enfrentando um dos mais altos custos de matéria-prima da história, a indústria petroquímica começará, a partir de agora, a reduzir sua rentabilidade depois de ter alcançado uma das maiores margens de lucro dos últimos 20 anos. 

"Os produtores da Ásia e do Oriente Médio vão acrescentar mais capacidade de produção no mercado. Os preços e as margens em agosto, as maiores desde 1988, vão cair", disse o diretor da área de poliolefinas da consultoria Chemical Market Associates Inc. (CMAI) para a América do Norte, Esteban Sagel. 

Novas fábricas de polietileno e polipropileno, resinas para a indústria do plástico, começam a funcionar na Ásia e Oriente Médio no fim deste ano e início de 2009, o que vai pressionar os preços dos fabricantes de outras regiões. 

Segundo Sagel, a nova produção será direcionada para a China, mas o consultor afirmou que a nação não conseguirá absorver toda a produção. O impacto será sentido principalmente na Europa, destacou, mas salientou que a América Latina também sofrerá. "A região não vai ficar imune", disse, lembrando que o mercado brasileiro não possui barreiras para a importação. 

Sagel previu que a redução das margens ocorrerá gradualmente até o fim de 2009, quando voltará a crescer. Ele afirmou que os produtores de polipropileno, baseados na nafta, deverão sofrer mais impacto do que os de polietileno que produzem as resinas a partir de gás natural.

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