Setor de máquinas reclama de escassez e alta no preço do aço
Agência Brasil, do Rio
27/08/2008
Fonte Emissora: Valor Econômico
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) está iniciando um trabalho institucional para enfrentar a ameaça de escassez de aço e alta do preço do produto fabricado no país. O setor de máquinas e equipamentos é responsável por 26% do consumo de aço brasileiro. A informação é do primeiro-vice-presidente da entidade, José Velloso. Ele considerou positivos os números divulgados pelo setor siderúrgico, que apontam para um aumento de 11,5% na produção de aço bruto em julho e de 7,6% no acumulado de janeiro a julho.
Segundo ele, o aumento da demanda pelos setores automobilístico, da construção e de máquinas industriais contribuiu para esse resultado.
O setor de máquinas e equipamentos consome mais de mil tipos de aço. "O setor está crescendo e também contribui para esse aumento do consumo (de aço). O aumento do segmento atinge em torno de 28%." Velloso citou dados do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), que indicam que poderá haver, até dezembro, um equilíbrio entre demanda e produção de chapas de aço.
Mas os dados do Inda, segundo Velloso, são contestados pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), que congrega as usinas. "O Inda sinaliza que existe um risco de escassez de aço, que não é verdade no momento."
Isoladamente, contudo, a Abimaq já observa alguns problemas entre os 4 mil fabricantes de máquinas e equipamentos associados à instituição. "Mas nada que esteja prejudicando o setor como um todo. Não dá para dizer que não existe. Mas não é uma coisa que está prejudicando o setor. É só a luz amarela acesa", enfatizou.
Constituídos, em sua grande maioria, por empresas de pequeno e médio portes, os fabricantes de máquinas e equipamentos não têm poder de barganha com as usinas e são obrigados a adquirir o aço de distribuidores a um preço elevado, ao contrário do que ocorre com as grandes montadoras e empresas da construção civil. Velloso destacou que o aço longo, por exemplo, custa entre 50% a 60% mais no Brasil do que no exterior.
Voltar
|